O pacto luso-brasileiro que inaugurou a Queima das Fitas 2018

O pacto luso-brasileiro que inaugurou a Queima das Fitas 2018

Marta Carvalho, Seu Jorge e Blaya estrearam o palco principal da Queima das Fitas. O recinto encheu numa noite repleta de emoções, em cima e fora do palco. Texto por Samuel Santos. Fotografias por Carlos Almeida, Hugo Guímaro e Samuel Santos

Marta Carvalho para aquecer o ambiente

A jovem cantora e compositora Marta Carvalho subiu ao palco antes de Seu Jorge e Blaya. A cantora portuense atuou em Coimbra pela primeira vez e sentiu-se “recebida em casa, em volta de um enorme calor humano”. O concerto que antecedeu a atuação de Seu Jorge foi especial para a artista. “Quando vi o Seu Jorge ao vivo, ficou o desejo de um dia atuar com ele. Ser o segundo concerto da noite e anteceder o seu concerto é especial, uma forma de crescer”, refere.

O primeiro álbum de Marta Carvalho sai apenas no próximo ano mas o apoio foi visível. O concerto ficou marcado pela sintonia entre cantora e a plateia. Caroline Sanches, estudante de Erasmus no curso de Economia na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (UC), salienta a presença em palco da cantora. A dinâmica do concerto possibilitou ainda uma rendição de “Dialetos de Ternura”, famoso tema dos Da Weasel, invocado através de uma versão acústica.

O Seu Jorge que foi da Queima

Seu Jorge levou o Queimódromo ao rubro com uma atuação de luxo. Todo o conjunto musical que acompanhou o artista ajudou a uma hora de animação. Felipe Santiago, estudante brasileiro em Gestão na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, considera que “os naturais do Brasil se sentem em casa”. O mesmo realça “o transporte de cultura presente no concerto” e o quão “o momento é especial”.

A plateia não se desiludiu com o concerto de Seu Jorge. João Baixinho, estudante na Universidade de Aveiro, no curso de Turismo, sentiu-se admirado pelo concerto a que assistiu. “Apesar de não conhecer Seu Jorge, ele canta bem. Foi um bom concerto”, frisa.

Blaya para encerrar a primeira noite

Blaya encerrou a primeira noite da Queima das Fitas 2018 com uma atuação marcada pela conjunção entre a dança e a música. A ex-Buraka Som Sistema deixou, assim como os seus dançarinos, toda a energia em palco e contagiou o público. “Performance positiva de Blaya, é interessante ver uma artista assim”, refere Teosson Chau, estudante de Teatro e Educação na Escola Superior de Educação de Coimbra.

“Uma abertura épica”. É nas palavras de Gonçalo Gonçalves, estudante de Engenharia Eletrónica na Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC (FCTUC), que se encontra a adjetivação da atuação de Blaya. A cantora salienta a “importância de trazer algo autêntico para o palco, o que até ao momento não tinha sido possível”.

A primeira noite da presente edição da Queima das Fitas contou com uma enchente em termos de público. “Em três anos em Coimbra, nunca vi tantas pessoas no primeiro dia”, realça Rita Gonçalves, estudante de Antropologia na FCTUC. A noite foi repleta de samba, dança e sincronização entre o público e os artistas.

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