Xutos e Linda Martini: Repetentes da Queima voltam a trazer o rock ao recinto

Xutos e Linda Martini: Repetentes da Queima voltam a trazer o rock ao recinto

Entre a nostalgia que se sentiu com a falta de Zé Pedro e a sonoridade vibrante do quarteto de post-punk, a audiência não hesitou na sua energia. Ambas as bandas apresentaram músicas dos novos álbuns. Texto por Mónica Rego. Fotografias por Carlos Almeida e Gabriela Moore

Os Xutos & Pontapés foram recebidos com entusiamo e com recinto cheio. De braços no ar e com as vozes mais ou menos afinadas, o público acompanhou a banda na abertura do espetáculo com a música “À Minha Maneira”. Seguiram-se muitas outras do novo álbum, como “Sementes do Impossível”.

Após a morte do guitarrista Zé Pedro, os Xutos & Pontapés regressam a Coimbra. O último concerto da banda na cidade dos estudantes foi há quatro anos. Óscar Barata, comercial de 49 anos, um dos presentes no concerto, confessa que vê a banda desde os 14 anos e acha “estranho” ouvi-los sem José Pedro Amaro dos Santos Reis. Ainda assim considera que a banda deve continuar. “Era esse o desejo do Zé Pedro”, acrescenta.

Entre o público verificou-se a presença de várias faixas etárias. “Os Xutos transcendem todas gerações”, reconhece Óscar Barata. Muitos foram aqueles que vieram ao recinto só para ver a banda de rock portuguesa, como foi o caso de Marine Thairy, estudante de Biotecnologia na Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC). “Foi um bom concerto, eles conseguiram contagiar o público”, admite César Ferreira, estudante de Comunicação e Multimédia na cidade de Amarante.

Os telemóveis levantaram-se diversas vezes para registrar para a posterioridade os grandes êxitos da banda portuguesa fundada em 1978. “O Homem do Leme” e “A Minha Casinha” fizeram as delícias do público.

Após o concerto dos Xutos & Pontapés o público dispersou. Os Linda Martini subiram ao palco. Com grande carinho e admiração pela banda anterior, a banda de post-rock aproveitou a oportunidade para dedicar a música “Panteão” a Zé Pedro e à banda que fundou.

Em fevereiro deste ano, a questão “quem é a Linda Martini?” foi respondida com o retrato a óleo da rapariga italiana a quem pediram emprestado o nome. O novo álbum “não tem um tema transversal, conta muitas histórias”, garante o grupo em conferência de imprensa.

Em relação ao público, os Linda Martini consideram que têm “um nicho muito forte que os acompanha para todo o lado”. Sara Charchino, estudante de História na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, é uma delas. “É a décima vez que os vejo”, confidencia.

A plateia não se desiludiu com o concerto da banda lisboeta. “Foi muito fixe. A Queima precisa de mais bandas como esta”, aponta Inês Valavão, estudante de Biotecnologia na ESAC.

O segundo dia da Queima das Fitas ficou marcado pelas reclamações dos estudantes relativamente à organização do recinto. “A entrada devia ser próxima ao palco principal”, protesta Diana Figueiredo, estudante do mesmo curso na ESAC.

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