Entre fanfarrice e euforia dos cartolados: as tunas na noite azul clara

Entre fanfarrice e euforia dos cartolados: as tunas na noite azul clara

FAN-FARRA aqueceu recinto com piruetas e saltos. Quantunna agitou-se com despedida eufórica dos finalista da FCTUC. Texto e fotografias por Inês Gama.

A Fanfarra Académica de Coimbra (FAN-FARRA) abriu o palco principal na noite dedicada à Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra (FCTUC). A atuação contou com boa disposição e muita energia, sem faltar o apoio à Académica.

O público, de onde se sobressaíam os cartolados, manteve-se animado até ao fim. Segundo Victor Fabião, estudante de Engenharia Informática da FCTUC e membro da Estudantina, a performance do grupo “surpreendeu pela positiva”, mas lamentou o facto dos espetadores serem em maioria membros ou ex-membros das Tunas Académicas.

Entre as várias interpretações da FAN-FARRA, os pinotes, as piruetas e as danças foi o que mais entusiasmou quem assistia. Para Inês Rodrigues, estudante da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, a exibição “foi boa e com muito humor”. O fim ficou marcado pelo típico grito da academia coimbrã e o cântico fanfarronado “Dá-me umas palmas”.

Depois de Hi-Fi e Quim Barreiros, foi, por fim, a vez da Quantunna. Composta por estudantes da FCTUC, entrou tímida em palco, no entanto, acabou por se alegrar e mexer mais quando se preencheu de azul claro com a subida dos finalistas desta faculdade.

Os poucos que assistiram, já embalados pelo concerto do mestre da música popular portuguesa, mostram-se bem disposto e recetivo aos acordes entoados pelo grupo. Bernardo Silva, estudante do primeiro ano de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, considerou a exibição “dinâmica, atrativa, que puxa pelo público”.

A alegria acabou, mais para o final da atuação, por explodir. A principal agitação e explosão de ânimo esteve a cargo dos estudantes do último ano. Com uma alegria contagiante evocado pelos cantos, pelo agitar de bengalas e danças rodadas, o público deixou-se contaminar pelo estado de espírito eufórico daqueles que terminam este ano a vida académica em Coimbra.

Joana Brazte, antiga estudante de Design na Universidade de Aveiro, admitiu que, apesar de não ser um estilo de música que ouça todos os dias, o espetáculo ao vivo da Quantunna “foi muito bom”. Após, o encerramento da animação do palco principal, os poucos resistentes foram terminar a noite nas tendas.

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