Palco RUC raptado pela música eletrónica

Palco RUC raptado pela música eletrónica

Boa disposição reinou no palco alternativo. O internacional irlandês foi a “grande surpresa” do serão. Texto por José Gomes Duarte. Fotografias por José Gomes Duarte e Pedro Dinis Silva

Na terceira Noite de Parque, o Palco RUC começou a soar pouco antes da meia-noite. Os DJ João André Oliveira e Fábio Lopes, elementos da Rádio Universidade de Coimbra, abriram as hostilidades com as suas melodias eletrónicas. No início, o escasso público presente estava um pouco tímido, mas quanto mais tempo passava, mais a plateia se soltava.

Segundo David Costa, antigo aluno de Engenharia Mecânica na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), a nova disposição do Palco RUC é “boa ideia”. O mesmo diz que, graças a esse novo arranjo, o “som está melhor”. David Neves, também antigo estudante da Universidade de Coimbra, refere que o palco “está porreiro”, embora a música “não faça o seu género”.

O projeto de Wilson Soares, Celeste/Mariposa, trouxe ao palco RUC sonoridades do Atlântico sul e Índico, incluindo no set influências angolanas e moçambicanas. A sua música cosmopolita, depressa criou uma boa disposição junto do público. Ao som do músico lisboeta, Rita Gomes, estudante de doutoramento em Materialidades da Literatura da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, explica que esta nova organização “é boa para dar oportunidade ao Palco RUC”, pois este ano a entrada no recinto faz-se pelo lado oposto da entrada “habitual” do recinto.

Na noite dedicada à FCTUC, a artista portuguesa que teve direito a uma maior afluência por parte do público foi Nídia. No início, nota-se na sua música a influência do kuduro, mas quanto mais decorre a atuação, depressa ultrapassa essa fronteira. “Brutal” é o adjetivo utilizado por Rafael Gameiro, estudante de mestrado em Engenharia Mecânica na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. A artista despediu-se sob uma enorme ovação.

João Ferreira, estudante de Engenharia Informática na FCTUC, também partilha da opinião de que este ano o ambiente no Palco RUC “está muito melhor” devido à localização. O mesmo confessa que ver Iglooghost no cartaz deste palco foi uma “grande surpresa”.

O artista irlandês apresentou-se pela primeira vez em Portugal. Apesar de alguma demora para começar a tocar, o artista foi bem recebido na arena conimbricense. Num registo mais agressivo, com ritmos aleatórios, Iglooghost foi o artista que mais agitou a plateia e encerrou as aventuras musicais da noite.

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