Eletrónica a abrir a sexta noite de parque que acaba com um “Alê Quecofónico”

Eletrónica a abrir a sexta noite de parque que acaba com um “Alê Quecofónico”

Artista açoriano estreia noite vermelha e branca. Cartolados da FEUC subiram a palco no final da atuação da tuna da casa numa despedida da “Coimbra que levam no peito”. Texto e fotografias por Marina Ferreira e Rita Teles

A sexta noite de parque teve um início diferente das anteriores com a atuação do artista Dj Souza no palco Fórum Coimbra. No dia da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC) a música eletrónica aqueceu o público ainda escasso, no entanto o previsível para o horário da atuação.

De entre a audiência parca o estudante de Gestão na FEUC, Tiago Nunes, justifica ter chegado tão cedo ao recinto “para ver um conterrâneo”. O estudante açoriano já conhecia o trabalho do artista e refere que este “é muito conhecido nos Açores”.

A música do dj das ilhas chamou a atenção de quem ainda não tinha entrado no recinto. Catarina Cardoso, estudante do ensino secundário estava do lado de fora do Parque da Canção mas confessa que a música lhe “despertou a atenção”.

Muitos foram os que já guardavam lugar para as seguintes atuações da noite. Ana Gomes, estudante do ensino secundário admitiu estar a “fazer tempo” para o espetáculo do artista principal, Vini Vici. Mostra, no entanto, estar a gostar da performance do Dj “que não conhecia” mas que lhe agradou.

A noite de queima terminou com a subida a palco do Coral Quecofónico do Cifrão – Tuna da FEUC. Uma plateia repleta de bengalas com pedaços de esferovite vibrou com a atuação. Ecoava no recinto o grito “Alê Quecofónico”.

Inês Abreu, estudante na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra diz estar “impressionada” com as pandeiretas. Os saltos dos tunos foram muito elogiados e as “carpas repetidas” o auge da performance.

A homenagem aos finalistas foi o ponto alto da atuação da Tuna da FEUC que emocionou o público com o “Levo Coimbra no meu peito”. Os cartolados juntaram-se aos tunos para uma balada cantada a solo.

Uma das finalistas que subiu a palco, Carolina Novais, estudante de Sociologia na FEUC diz que aquele foi “um grande momento de despedida” para os que deixam a cidade dos estudantes para trás. O espetáculo do Coral Quecofónico findou com um FRA sentido dedicado a todos os que terminam este ano o percurso académico.

 Palco ilumina-se na noite cerrada 

De fumo e fogo se iluminou a sexta noite da Queima das Fitas de Coimbra e se apresentou, hoje, o palco principal. A eletrónica não faltou e fez a noite de uma larga parte dos estudantes.

Economia ganha a sua vez e hoje a noite é desta faculdade. Contava apenas com a presença dos assumidos “bandidos da música eletrónica”, os Club Banditz, e dos esperados Vini Vicci. No entanto, de forma inesperada, o DJ Rúbenderonde surgiu e aqueceu o palco para o duo Israelita.

Com a “unforgettable” o palco principal abriu e os Club Banditz fizeram jus a essa abertura ao tornarem o início da noite inesquecível. “É Coimbra, é a Queima e o resto são fitas”, justifica Joana Reis, estudante de Serviço Social no Instituto Miguel Torga, que assistia ansiosa pela chegada dos Vini Vicci. É a primeira queima da jovem estudante que se confessou fã dos Club Banditz e do entusiasmo que eles emanam em quem os vê. O grupo aproveitou para, a meio do concerto, homenagear o “irmão Avicci” com uma das suas músicas.

No final da atuação fumarenta e eletrificante, os “bandidos da música eletrónica” terminaram ao introduzir uma nova e inesperada atuação. Diogo Teixeira, estudante de Geografia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, aguardava Vini Vicci enquanto assistia ao espectáculo proporcionado pelo convidado do grupo principal da noite, DJ Rúbenderonde. O jovem estudante reconhece que não é o seu estilo de música, mas compensa pelo “ambiente único e espectáculo incomparável” que potencia. Veio por Vini Vicci e confessa que, apesar de não consumir o seu trabalho musical, o grupo “dá um bom e singular espectáculo” e era isso que o jovem esperava encontrar.

De súbito, jovens que assistiam aos espetáculos mais afastados do palco começaram a correr em direção ao mesmo. Foguetes dispararam e começou o concerto do grupo Israelita, Vini Vicci. Destacado aos olhos de todos pelos foguetes, confetis e jogo de luzes, o artista aproximou o público e prendeu-o até ao fim da sua atuação.

Esta noite, marcada pelo estilo musical eletrónico, contou com a presença de DJ e artistas diferenciados pelo seu género e reportório. O sexto dia da semana académica de Coimbra termina assim com a atuação sinérgica do duo Israelita, Vini Vicci.

 

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