União entre Portugal e Brasil encerra Queima das Fitas

União entre Portugal e Brasil encerra Queima das Fitas

Dia ficou marcado pela dinâmica e intensidade dos artistas nos seus espetáculos. Clima de despedida em volta de todos os finalistas presentes. Texto por Daniel Pascoal. Fotografias por Daniel Pascoal e Pedro Dinis Silva

Após um inesperado espetáculo pirotécnico no Queimódromo de Coimbra, subiram ao palco principal Carolina Deslandes, Daniela Mercury e Armandinho. No último dia, a cantora portuguesa começou aquela que foi mais uma parceria luso-brasileira capaz de animar o recinto.

Deslandes deixa “a vida toda” em palco

Com um estilo musical calmo, a cantora e compositora deixou uma boa impressão. O espetáculo também ficou marcado pela alternância entre músicas da sua própria autoria e ‘covers’. O concerto começou com uma baixa adesão do público, mas aumentou no decorrer da atuação.

Nádia Nunes, estudante de Psicologia na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (UC), considera que Carolina Deslandes “tem muito talento” e lamenta ter chegado atrasada ao espetáculo. “Vim ao recinto hoje por causa dela”, revela Cristina Oliveira, estudande de Linguas Modernas na Faculdade de Letras da UC.

A artista finalizou a sua participação com o público a cantar em coro “A vida toda”. A cantora revelou, durante o concerto, que a canção foi criada com o intuito de contar uma história de amor aos seus filhos. Além disto, afirmou que foi escrita e gravada pela primeira vez no seu telemóvel e nunca imaginou alcançar o sucesso atual.

Daniela e Armandinho: do samba ao rock

Da serenidade de Carolina Deslandes à exaltação de Daniela Mercury. Esta foi a mudança sentida no palco principal da Queima das Fitas. O estilo vibrante e dinâmico da cantora brasileira, que se apresentou com uma capa oferecida pelo reitor da UC, João Gabriel Silva, contagiou o público. Logo no início do espetáculo, a artista chamou as integrantes d’As FANS para subirem ao palco e participarem da festa. ‘Hits’ da artista, como Banzeiro, O Canto da Cidade e Nobre Vagabundo levaram às pessoas uma animação única.

Daniela Mercury fez questão de, em diversas oportunidades, parabenizar os finalistas. Carolina Fernandes, estudante de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores na Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC (FCTUC), agradeceu à cantora e confessou que vai ter “uma enorme saudade de Coimbra e de tudo que lá passou”. A estudande referiu ainda que, apesar de não conhecer as músicas da artista brasileira, adorou o concerto e a “boa ‘vibe’” transmitida ao público. “A Daniela foi a estrela da noite”, frisou Bruna Coimbra, estudante de Jornalismo e Comunicação na Faculdade de Letras da UC.

Após mais de uma hora de “carnaval em Coimbra”, como a própria artista assim o denominou, Daniela Mercury chamou a palco Armandinho, que é um instrumentista, cantor e amigo pessoal da mesma. A artista brasileira elogiou o seu compatriota e referiu que “aprendeu tudo o que sabe com ele”.

Com uma pequena guitarra, Armandinho deu um grande espetáculo musical para fechar a QF com chave de ouro. Pedro Sargaço, também estudante de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, considera que a atuação do músico foi “de grande qualidade” e que foi “o melhor da noite”.

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