COQF’18: um modelo da QF que “vence”

COQF’18: um modelo da QF que “vence”

Exigências da SF/AAC quanto às condições do ‘backstage’ foram cumpridas. “Não é aceitável que estudantes do Ensino Superior rejeitem medidas amigas do ambiente e cuja finalidade é reduzir a poluição”. Texto por Luís Almeida. Fotografia por Pedro Emauz Silva

“Um sucesso”. É assim que o secretário-geral da Comissão Organizadora da Queima das Fitas 2018 (COQF’18), Manuel Lourenço, descreve a edição deste ano. Justifica a afirmação ao referir que as medidas “irreverentes” que adotaram funcionaram e que o modelo anterior estava esgotado e foi substituído por um “que vence”. O secretário-geral realça que este ano houve mais afluência e que a QF’18 “vai dar lucro”. Acredita também que este vai ser superior ao das edições anteriores, apesar de ainda não ter todos os dados. Revela que houve, em média, 15 mil entradas por noite e cerca de 100 mil no total, sem contar com a última noite.

Manuel Lourenço deseja transparência e que o balanço financeiro do evento seja rápido para que as secções e núcleos de estudantes recebam o seu financiamento. No entanto, não ignorou as dificuldades financeiras da organização. Sublinha ainda o corte de 250 mil euros que tiveram no orçamento, bem como o facto do seu fundo de maneio ter sido usado para pagar dívidas.

Uma das grandes contestações por parte dos estudantes foi o novo sistema de copos reutilizáveis. O secretário-geral admitiu que, na primeira noite, houve muita dificuldade por parte das pessoas em adquirir o copo, mas que essa falha foi colmatada no dia seguinte. Apesar das opiniões controversas, Manuel Lourenço considera isto uma boa medida. “Pouparam-se cerca de 350 mil copos e, em termos de varrimento do recinto, nota-se muito a diferença”, reforça. Declara ainda que “não é aceitável que estudantes do Ensino Superior rejeitem medidas amigas do ambiente e cuja finalidade é reduzir a poluição”.

A compra dos bilhetes foi outra das alterações que o secretário-geral enumerou. Pela primeira vez, foi possível comprar o bilhete pontual mais cedo e também estiveram disponíveis ‘online’. Quanto aos bilhetes gerais, este ano houve um preço especial para estudantes bolseiros e isto traduziu-se num aumento de cerca de um milhar na venda dos bilhetes.

O outro problema que Manuel Lourenço identificou na QF’18 foi a fila extensa na entrada para o recinto. Admite que houve um pico de entradas que não estava previsto e isso atrapalhou o processo. Assim, explica que é necessário ter em conta estes imprevistos em futuras edições para que se possam tomar as medidas necessárias. Em relação à entrada, o secretário-geral mencionou também a alteração do lugar da mesma. “Com este posicionamento da entrada, as pessoas percorrem o parque de uma ponta à outra, algo que não acontecia antes”, esclarece.

No ‘backstage’, as condições para as tunas aumentaram. Esta era uma das exigências da parte da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra (SF/AAC) quando ameaçou boicotar a QF’18. Manuel Lourenço explica que se acrescentou uma esplanada e camarins para os grupos académicos, o que foi confirmado por Mafalda Seco, membro da direção d’As FANS – Tuna Feminina da Universidade de Coimbra.

Quanto ao cortejo, o secretário-geral da COQF’18 afirma ter sensibilizado os presidentes dos carros para reduzirem o banho de cerveja e sublinha que foram colocadas várias faixas ao longo do percurso a remeter para o assunto. Referiu ainda a colocação de sanitários químicos ao longo do trajeto pela primeira vez, “o que torna a experiência mais agradável tanto para os que estão a assistir como para os participantes”.

Foi abordado também o evento que estreou na edição deste ano: a comboiada. Manuel Lourenço afirma que a atividade foi um sucesso e é para manter. Por fim, reiterou que não é uma substituição da Garraiada, mas sim uma forma de manter a ligação da QF à Figueira da Foz.

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